7 Doenças causadas pelo uso excessivo da tecnologia
Você consegue imaginar a sua vida sem computador e smartphone? Difícil, né? É inegável o papel protagonista da tecnologia em todas as esferas da vida nas últimas décadas . E o ano de 2021 já traz dados que comprovam que esse crescimento de consumo só tende a aumentar.
Mas essa é uma média global. Quando o recorte é feito por região, os números do Brasil são ainda maiores. O país está em segundo lugar no ranking, com os brasileiros mantendo-se conectados , em média, 10 horas e 08 minutos por dia.
Nomofobia
A nomofobia trata-se de um medo irracional de se distanciar e ficar sem celular ou outros aparelhos eletrônicos, ou seja, está relacionada a um vício digital com diversas tecnologias. O termo foi criado em 2008, em um artigo do UK Post Office, para abreviar a expressão inglesa "no-mobile". Como efeitos, a nomofobia pode causar problemas de interação social e dificuldade de comunicação.
Efeito Google
O efeito Google se refere a uma mudança neurológica que está acontecendo devido ao fácil acesso a informações que a tecnologia tem possibilitado – "não sei/lembro de algo, pergunto ao Google". O acontece é que, devido a esse comportamento, o cérebro tem se adaptado e retido as informações de maneira menos intensa, uma vez que é possível encontrá-las online. Ou seja, estamos memorizando fatos cada vez menos.
Síndrome do Toque Fantasma
O conceito de toque fantasma apareceu pela primeira vez no livro "iDisorder", do Dr. Larry Rosen, em que o especialista aponta esta como uma das doenças mais comuns da era online. A síndrome do toque fantasma se refere ao momento em que o cérebro faz com que uma pessoa sinta que o celular está vibrando no bolso, sendo que o aparelho não está ali.
Transtorno do sono
Embora muita gente utilize os aparelhos eletrônicos no intuito de adormecer mais facilmente, na verdade, está ocasionando o efeito contrário. As luzes e sons emitidos pelo celular, pouco antes de dormir, deixam o corpo em estado de alerta, fazendo com que o organismo produza menos melatonina (hormônio responsável pelo sono). Aliás, é muito comum que heavy users (usuários intensivos) se queixem de insônia.
Problemas na coluna
Inclinar a cabeça para mexer no celular parece um ato simples e banal, mas acaba exercendo uma carga muito além do que o pescoço pode suportar, alterando a linha de força de peso da coluna. Para se ter uma ideia, a coluna cervical aguenta, no máximo, 6 quilos; dependendo da inclinação para usar o celular, é aplicada uma carga de até 27 quilos. Esse excesso de esforço pode gerar fadiga muscular, danos aos discos da coluna cervical, formigamento e muita dor.
Alteração na visão
Com o esforço para enxergar em telas pequenas, os olhos dos mais conectados estão encontrando dificuldade de enxergar em lugares mais amplos. O que ocorre é uma "falsa miopia" dada por intensa contração da musculatura dos olhos quando forçados por muito tempo. Além da eventual dificuldade para enxergar objetos mais distantes, estão como consequências ardência, irritação, vermelhidão e sensação de vista cansada.
Soluções para o uso excessivo da tecnologia
O grande segredo para utilizar a tecnologia a seu favor e sem prejuízos ao corpo é a moderação. E não é preciso nenhuma medida radical – basta algumas mudanças de hábito para evitar essas doenças ou amenizar os efeitos já sentidos. Veja algumas:
Reduza seu tempo online
Desligue as notificações.
Faça pausas periódicas para alongar o corpo.
Silencie o celular durante atividades que exigem maior concentração.
Evite levar aparelhos eletrônicos para a cama perto da hora de dormir.
E, ainda, há uma síndrome recente que vem atingindo também os mais conectados: o FOMO. O "fear of missing out" ou "medo de estar perdendo algo" tem sido um fenômeno recorrente e muito sentido pelas novas gerações. Entenda o que é o fear of missing out e como lidar com ele.
